COMO É HOJE
Estudo do corpo - Escola de modelo vivo - CASA CORPO2
Ser modelo vivo - Escola de modelo vivo - CASA CORPO2
Contratar modelo vivo - Escola de modelo vivo - CASA CORPO2

O mercado de trabalho do modelo vivo se restringe a pequenos círculos de artistas plásticos e professores de arte, dentro das instituições de ensino. Porém, tem um potencial abrangente se considerada a importância de seu papel na formação e manutenção criativa de artistas plásticos, fotógrafos, designers e poetas. Há também a participação em aulas de anatomia para cursos de ciências da saúde, os chamados bodypaints anatômicos. Temos poucos profissionais que atendem à baixa demanda  das instituições de ensino e ateliês de artes. Há uma parcela muito grande de solicitações que são atendidas por inúmeras pessoas que se aventuram na arte da exposição da nudez, porém sem o conhecimento corporal necessário e abrangência desta função.

Os motivos que levam à sazonalidade da profissão passam pelo fato de poucos saberem das benfeitorias do processo educativo da observação para o registro do modelo vivo (desenho, pintura, escultura, fotografia e literatura) e, também, pelo equívoco de que basta despir-se e permanecer imóvel para a realização deste trabalho.

 

Assim, quaisquer pessoas são convidadas ou se oferecem para posar, seja por tempo ocioso em que se encontram em suas profissões, seja pelo dinheiro, complemento de orçamento ou desemprego. Há quem se expõe para testar a coragem, para adquirir um desprendimento do corpo e da inibição. Há também aqueles que expõem sua nudez pelo prazer da exibição ligada ao sexo ou voyeurismo. Sem dúvida há quem deseja apenas conhecer o trabalho, tão mitificado pelo tabu da nudez e pela própria história da arte, já que pouco se conhece e se tem registro sobre os modelos observados pelos grandes artistas.

 

Também, há os que se expõem como uma profissão escolhida e que é também pertencente às artes do corpo. Vemos posando no ambiente artístico e de ensino, atores, bailarinos, músicos, artistas circenses, pintores, desenhistas, escultores, modelos fotográficos e de passarela, praticantes de yoga, pilates, fisioterapeutas, ginastas, executivos, profissionais do sexo, entre tantos outros.

 

A diversidade de formação, atuação e intenções que movem o indivíduo a praticar, ou ao menos, iniciar-se na prática de uma atividade tão importante quanto é a do modelo vivo, mostra que a pluralidade é parceira e necessária na realização da arte. Porém, tão necessário quanto, é a manutenção com qualidade deste ofício, que necessita tanto de qualificação para ser considerado como profissão.

 

Atualizá-la com um entendimento maior sobre corpo e sua participação no processo criativo do artista, é de suma importância para sua continuidade. Reverberar este entendimento para os artistas que observam seus modelos vivos é também importante. Trazer à tona as consequências para além dos frutos técnicos da observação do nu artístico é fundamental na instituição desta profissão, que tanto agrega à formação do artista. Atualização e aperfeiçoamento conduzem à sua consideração como forma de arte.

COMO PODE SER
Desenhos de Paulo Von Poser

O modelo vivo atua em aulas de desenho de observação, porém pode propor com isso um processo educativo diferenciado e com inúmeros ganhos humanos. Pode também trabalhar em sessões de observação para os demais fazeres artísticos que necessitam da presença de um modelo a ser estudado (artes visuais, cênicas e performáticas), em estudos da saúde que também necessitam de modelos que se insiram no conteúdo educacional proposto (bodypaint anatômico, anatomia funcional e dinâmica, psicologia, entre outros), em performances artísticas da expressão humana, em interações com obras de arte e suas exposições e em tantas outras oportunidades que podem ainda ser criadas.

 

É preciso dilatar a demanda de mercado desta profissão, para contornar sua sazonalidade ou então, modificá-la; também preparar pessoas para atendê-la adequadamente, de maneira que as instituições de ensino artístico e os próprios artistas percebam e considerem a participação de modelos profissionais como imprescindível.

Primeiramente, a formação profissional de modelos vivos é necessária, para que pessoas qualificadas possam trabalhar a fim de criar uma demanda sustentável. A ampliação de consciência de corpo e da abrangência da atuação destes modelos propositores pode contribuir neste caminho.

O modelo vivo profissional é engajado em seu sucesso e na criação de trabalhos sustentáveis. Ele não espera que o mercado o procure, mas vai atrás, se mostra, oferece honestamente sua presença e cria possibilidades de abrangência quando não as tem.

Também é necessário que profissionais se respeitem e sejam respeitados neste e por este trabalho. Conceitos éticos são fundamentais. A criação de um Estatuto do Modelo Vivo deve contribuir nesta ampliação e sustentabilidade profissional. O respeito a princípios que estabelecem como mínimos os Valores da Nudez, também pode ser compartilhado e estes, seguidos. Isso, para que o mercado não deprecie o trabalho e a sua qualidade e pessoas despreparadas trabalhem por menos.

É um cenário que pode ser criado para fomentar o exercício artístico, divulgar e incentivar esta profissão tão necessária e importante no aprendizado humano.

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